segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Simpósio de Enfermagem no Hospital de Viseu Conferência


Decorre entre 15 e 16 de Janeiro
O Hospital São Teotónio (HST), EPE, em Viseu, vai promover um Simpósio de Enfermagem sobre o tema «Dos sistemas de informação à continuidade de cuidados de enfermagem num paradigma de segurança».
O encontro tem lugar nos dias 15 e 16 de Janeiro no auditório da unidade de saúde de Viseu, onde serão abordados diversos temas ligados à área da enfermagem.
O encontro será composto por uma mesa redonda alusiva ao tema «Sistemas de Informação», como «Sistemas de Informação em Saúde», «Um sistema de informação em saúde: ALERT», «Sistema de Informação em Enfermagem» e «Os sistemas de informação no HST».
A segunda mesa redonda servirá para falar sobre o tema ligado à «Segurança nos Cuidados», como a «Gestão do Risco em Saúde» e «O Plano Nacional de Controlo da Infecção».Para finalizar, os intervenientes abordarão o tema «Continuidade de Cuidados», onde será explicada a «Continuidade de Cuidados em Enfermagem», «A articulação do HST com a RNCCI» e «A experiência de uma Unidade da RNCCI».
O programa contempla ainda uma abordagem geral à realidade do Hospital São Teotónio.

sábado, 3 de janeiro de 2009

PSP detém em flagrante suspeitos na Quinta da Longra

Alarme silencioso finta dupla que assaltou café para roubar 125 euros
Por: AMADEU ARAÚJO in "DN"
A PSP de Viseu deteve em flagrante delito dois jovens quando se encontravam a assaltar um café. A detenção ocorreu cerca das 03.00 de ontem e só foi possível porque o alarme do café é silencioso, o que surpreendeu os assaltantes e permitiu ao proprietário dar com a dupla escondida "debaixo de uma mesa". Tinham angariado 125 euros.
"Mal recebi o alerta da empresa dos alarmes vim a correr", relatou ao DN Vasco Coelho, proprietário do café Pão d'Alho, localizado na Quinta da Longra, um bairro de Viseu que tem registado alguns problemas de criminalidade.
Quando Vasco Coelho chegou ao café apercebeu-se de que os "dois indivíduos ainda estavam no interior". Segundo contou, os jovens entraram no café por uma porta que dá acesso ao armazém. "Pensaram que ali não havia alarme e estavam à vontade. Roubaram o dinheiro das máquinas e estavam a mexer na caixa [registadora] quando cheguei. Pressentiram a minha chegada e esconderam-se debaixo de uma mesa", contou. Pouco depois chegava a PSP. "Entrei com um dos polícias no café. Quando a minha mulher [Maria Coelho] acende a luz damos com eles debaixo da mesa. Se estivessem armados matavam-nos ali", contou Vasco Coelho. Surpreendido com o assalto, mais ficou quando reconheceu um dos jovens. "Às vezes quando ia para a escola passava aqui e eu dava-lhe o pequeno-almoço", contou.
Os jovens foram detidos e o dinheiro roubado, 125 euros, apreendido. "O produto do roubo é sempre apreendido e já fui ao tribunal prestar declarações para mo restituírem", referiu.Os suspeitos, dois jovens com 23 e 16 anos, são irmãos e residem no bairro. O mais velho já tem cadastro por roubo e crimes ligado ao tráfico de droga. O mais novo, ainda é menor e de acordo com fonte da PSP "não lhe são conhecidos antecedentes criminais". O comerciante recorda que quando fechou o café, no dia de Ano Novo, viu os dois jovens em frente ao café dentro de um carro. "Já deveriam estar a estudar o assunto", conta. Manuel Pires, vizinho e amigo do dono do café, também viu a dupla: "Já os tinha visto a rondar por aí e achei estranho.
"Os dois irmãos estavam ao final da tarde de ontem a ser ouvidos no Tribunal Judicial de Viseu, não sendo conhecida a medida de coacção aplicada à hora de fecho desta edição.

estacionar em viseu é mais barato


Parquímetros mais baratos na cidade desde o início do ano

por: TERESA CARDOSO in "JN"


Estacionar nas ruas e avenidas da cidade de Viseu, em zonas controladas por parquímetros, é mais barato desde o início do ano.

A redução máxima, em pacotes de quatro horas de estacionamento consecutivo, atinge os 36 cêntimos comparativamente com os valores para igual período de tempo praticados em 2008.


A "boa notícia" foi avançada esta semana pelo presidente da Câmara Municipal de Viseu (CMV), Fernando Ruas, que enquadrou a redução nos termos do contrato de exploração existente com a concessionária.


"Não foi a Câmara que fixou os novos montantes. Esta baixa decorre da prorrogação do contrato de exploração com a concessionária. O que queremos sublinhar, nesta altura, é que estes valores irão manter-se no futuro".


Fernando Ruas considera a decisão, ratificada na penúltima reunião do executivo, "uma boa prenda para os viseenses".


"Os preços fixados, já em vigor, são particularmente relevantes para quem estaciona por curtos períodos de tempo. Com a vantagem de os pacotes de quatro horas serem rotativos", explicou.


Na prática, a primeira hora de estacionamento nos cerca de mil parquímetros espalhados pelas ruas da cidade e ainda os que funcionam nos parques de superfície do Mercado 21 de Agosto e do Largo do Hospital, passa de 0,64 para 0,40 cêntimos; a segunda hora baixa de 0,64 para 50 cêntimos; e as 3ª e 4ª horas terão reduções proporcionalmente inferiores.


"O que é importante dizer é que, no pacote de quatro horas, os condutores que pagavam 2,56 euros passaram a pagar apenas 2,20 euros. São 36 cêntimos a menos o que não é de deitar fora", reconhece o autarca.


A aprovação do novo tarifário, que não se aplica ao parque de Santa Cristina, ocorre numa altura em que decorre o concurso público para a escolha de um novo concessionário do sistema de estacionamento pago na cidade de Viseu.


De acordo com as regras do concurso, que implica um investimento de 2,5 milhões de euros em dois novos parques subterrâneos, com 210 lugares (largo Major Mouzinho de Albuquerque, junto ao Teatro Viriato, e no largo António José Pereira, nas traseiras do Museu Grão Vasco), a empresa vencedora terá de manter os preços agora em vigor.


REPORTAGEM NO 24 HORAS - NOVA LEI DO DIVORCIO


Janeiro no Auditório Municipal Carlos Paredes


Viseu, linda Cidade Museu....











jornal solidário XVI, XVII, XVIII







jornal solidário XV


Fotografia Táctil no Entroncamento


No âmbito do projecto DEVIR 2009, a Câmara Municipal do Entroncamento inaugura dia 3 Janeiro a exposição de fotografias em relevo, da autoria de Paulo Abrantes, intitulada Fotografia Táctil. Esta singular mostra vai estar patente na Galeria Municipal do Entroncamento, no Centro Cultural, até ao dia 11 de Janeiro de 2009, nos dias úteis das 15h30m às 17h30m e nos fins de semana das 15 às 18 horas. Paralelamente à exposição, no dia 3 Janeiro das 14:30 às 17:30H, o autor estará presente para a conferência “A fotografia acessível a todos” e realizará um Workshop sobre o processo de impressão de fotografias tácteis, seguido de inauguração pelas 17.30 horas.




Fotografias impressas em papel ZY-TEX 2, numa impressora ZY-FUSE, produzindo relevo nas formas fotográficas e conteúdo das imagens. A espessura desses relevos depende da intensidade da luz impressa, o preto corresponde à densidade máxima e o branco ausência de relevo. Entre os seus intervalos, na escala de cinzas, os relevos adquirem densidades diferentes. A fotografia em relevo permite, através do tacto, uma nova interpretação da imagem enquanto manifestação artística ou documental e introduz a pessoa cega no acesso à arte fotográfica. Através do tacto, sentido que adquire maior importância num invisual, a fotografia fica disponível a todos.

A fotografia inserida nos seus diversos conceitos; artístico, científico ou documental, tem assumido cada vez mais um papel preponderante nos nossos dias, na medida que estimula as nossas sensações e memórias. A imagem fotográfica é um meio de comunicação por excelência que, dentro das diversas das formas de comunicação e expressão, mais tem evoluído tecnologicamente.



A sua evolução, no domínio digital, tem sido tão galopante quanto a necessidade premente de estar actualizado às novas linguagens, concepções, teorias e utilizações. Este desígnio digital possibilita uma maior divulgação e utilização da fotografia, nomeadamente na impressão de novos suportes, criando assim novas linguagens e consequentemente nos públicos. É nesta perspectiva que a fotografia impressa num suporte que adquira relevo permite, através do tacto, uma nova interpretação enquanto manifestação artística ou documental e introduz a pessoa cega no acesso à arte fotográfica.


Através do tacto, sentido que adquire maior importância num invisual, a fotografia fica disponível a todos. A possibilidade de, lado a lado, todos terem acesso à interpretação (visual e táctil) da fotografia, remetenos para um imprescindível meio de inclusão: a proximidade entre as “diferenças”.

É através do contacto directo com as pessoas que as diferenças diminuem, que os preconceitos se esvaem e onde existe a oportunidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas com necessidades especiais.



quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

"hoje por Eles, amanhã por Si"


Carregal do Sal

Junta de Freguesia de Currelos
levou 55 munícipes a Viseu
para verem o filme “Amália”

A Junta de Freguesia de Currelos-Carregal do Sal promoveu um passeio à cidade de Viseu, contemplando munícipes residentes na área da própria freguesia, o qual foi levado a efeito no passado domingo, dia 28 de Dezembro.
Inscreveram-se 55 pessoas de diferentes idades, tendo Câmara Municipal de Carregal do Sal disponibilizado o seu autocarro e respectivo motorista para a concretização da viagem, que contou também com a presença de autarcas da Junta de Freguesia, incluindo o presidente da mesma.
Com saída de Carregal do Sal pelas 9h00, a chegada a Viseu verificou-se uma hora depois, sendo de imediato os visitantes encaminhados para a sala de cinema da Lusomundo Fórum Viseu, onde assistiram ao filme “Amália”, uma biografia ficcionada da fadista Amália Rodrigues, nele encarnada pela jovem actriz Sandra Barata Belo.Seguiu-se o almoço, tendo o passeio sido retomado às 14h30 com visita ao Aeródromo de Viseu. Uma hora depois rumaram até ao Palácio do Gelo, que percorreram durante cerca de hora e meia. Às 17h00 deu-se início à viagem de regresso e em todos reinava a boa disposição e o contentamento pela iniciativa, que decorreu com muita harmonia e se traduziu num agradável e salutar convívio.
António Pinto, presidente da Junta de Freguesia, agradece a adesão dos seus fregueses, a colaboração da Câmara Municipal e o apoio da Rádio Centro FM de Carregal do Sal, que divulgou o evento e recolheu algumas inscrições.

gripe


Centros de saúde de Coimbra, Leiria, Viseu e Aveiro
abertos no feriado e fim-de-semana

Os centros de saúde das cidades de Coimbra, Leiria, Viseu e Aveiro vão estar abertos no feriado da próxima quinta-feira, dia 1 de Janeiro, e no próximo fim-de-semana, para controlar a situação resultante do surto de gripe. O anúncio foi feito, em comunicado, pela Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC, IP).

Em comunicado, a ARSC, IP explicou que, no concelho de Coimbra, todos os centros de saúde e as Unidades de Saúde Familiar (USF) vão estar abertos na próxima quinta-feira, sábado e domingo das 09:00 às 15:00.

Nas mesmas datas, a USF Condeixa (em Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra) terá atendimento complementar das 08:00 às 14:00.

Por seu turno, no mesmo período, os utentes em Leiria terão os centros de saúde Arnaldo Sampaio e Gorjão Henriques abertos entre as 09:00 e as 20:00, enquanto o centro de saúde de Pombal vai prolongar o seu horário de atendimento das 18:30 até às 20:00.

A ARSC, IP informa ainda que o centro de saúde Viseu 1 vai estar aberto nos dias 1 e 4 de Janeiro das 09:00 às 17:00, funcionando também as USF a ele adscritas.

De acordo com a mesma nota, na cidade de Aveiro, o centro de saúde encontra-se aberto todos os dias, das 08:00 às 20:00.

A abertura dos centros de saúde e USF no período mencionado resulta de uma deliberação do conselho directivo da ARSC para dar resposta à epidemia de gripe na região Centro.

Além destas alterações, mantêm-se os horários normais de funcionamento dos centros de saúde da região.

«Estas medidas tomadas pela ARSC, IP estão em consonância com os procedimentos já assumidos internamente pelas administrações dos hospitais da região Centro, no controle da situação resultante do aumento da procura dos serviços de urgência provocado pelo surto da gripe», adianta o documento.

Segundo dados provisórios relativos à região Centro, e embora ainda não seja possível isolar os casos relativos à gripe, entre os dias 22 e 28 de Dezembro registaram-se 24.993 episódios de procura em urgências hospitalares e 36.407 em centros de saúde.

Dezanove dos 22 centros de saúde do distrito de Coimbra realizaram, de 26 a 28 de Dezembro, 3.585 consultas, de acordo com dados da ARSC, IP.

O conselho directivo da ARSC já determinara a abertura dos centros de saúde da cidade de Coimbra na véspera de Natal e no fim-de-semana passado entre as 08:00 e as 14:00, para evitar a sobrecarga dos serviços de urgência hospitalares com o aumento da afluência devido à gripe.

No comunicado divulgado esta terça-feira, a ARSC, IP recomenda às pessoas que, caso precisem de orientação em matéria de saúde, a ligarem para a linha Saúde 24, através do número 808 24 24 24.
Fonte: TSF

jornal solidário XIV


jornal solidário XIII


Adeus a Alexandre Alves




No dia 26 de Dezembro 2008 faleceu em Cascais, na casa de familiares, o ilustre historiador mangualdense Dr. Alexandre Alves, com 87 anos.



Alexandre Alves, ilustre filho de Mangualde, onde nasceu a 8 de Dezembro de 1921, e que deixou para ingressar na carreira de bancário em Lisboa, tendo depois estado em diversos pontos do país, aproveitando sempre para aprofundar os seus conhecimentos em História e História da Arte. Assim aconteceu em Bragança, onde consultou o importantíssimo espólio do Abade de Baçal, à época no Liceu de Bragança, onde sua esposa leccionava.



Em Viseu, onde esteve num primeiro período entre 1957 e 1971, passou a maior parte dos tempos livres no Arquivo Distrital de Viseu e na Biblioteca Municipal de Viseu consultando manuscritos e tirando apontamentos. Será neste período que começará a escrever com periodicidade na imprensa local de Mangualde e na revista Beira Alta. Conheceu ilustres estudiosos viseenses como Lucena e Vale, então Director da Revista Beira Alta, José Coelho, professor no Liceu de Viseu e arqueólogo, Manuel de Alvéolos, Moreira de Figueiredo e Silvério Abranches, genealogista. Foi neste período que decidiu ingressar de novo no ensino superior, matriculando-se no curso de Ciências Histórico-Filosóficas em Coimbra, onde teve como professor Amorim Girão, ilustre geógrafo, também ele do distrito de Viseu.



Em 1971 regressa a Lisboa, onde já anteriormente tinha estado, mantendo-se até 1974. Aqui aproveitou os tempos livres para levar a cabo uma profícua pesquisa na Biblioteca Nacional, no Arquivo da Torre do Tombo e no extinto Arquivo Histórico do Ministério das Finanças, que continha muita documentação das extintas corporações religiosas. Regressado em Setembro de 1974 mantêm a sua actividade profissional até à aposentação em 1978, sempre conciliando com a investigação e a colaboração na imprensa, principalmente na revista Beira Alta. Após a sua aposentação pode dedicar todo o seu tempo à investigação, procurando novas fontes de informação nos Arquivos do Museu Grão Vasco, do Cabido da Sé, da Câmara Eclesiástica, da Casa Anadia, das Santas Casas da Misericórdia de Mangualde e de Viseu, assim como de paróquias, irmandades e outras instituições e particulares.



Ao longo da sua vida recebeu as seguintes condecorações: Grau de Oficial da Ordem de Santiago de Espada, Ordem de Mérito da Causa Monárquica, Medalha Municipal de Mérito da cidade de Viseu, Medalha de ouro do concelho de Mangualde, Medalha de Ouro do Instituto Politécnico de Viseu.



Era sócio correspondente da Academia Portuguesa de História e da Academia Nacional de Belas Artes.



Sempre solícito a ajudar quem o procurava, colaborou com várias instituições mangualdenses, destacando-se a acção desenvolvida com a Associação Cultural Azurara da Beira, de que era sócio de mérito e presidente da Assembleia-Geral.



Foi sob a sua coordenação que a ACAB levou a cabo o Levantamento do Património Artístico do concelho de Mangualde, realizado entre 1982-1984.



Proferiu inúmeras conferências e publicou numerosos artigos e obras sobre a história e o património do nosso concelho.




jornal solidário XII


CRIME (cont.)

Procuradoria: Pinto Monteiro lembra ao CM conselho dado a magistrados



Prisão do assassino já não
pode ser aplicada

A decisão de uma procuradora adjunta em ordenar a prisão domiciliária para o cadastrado que está indiciado pelo roubo e homicídio qualificado da agente imobiliária de Viseu, degolada pelo assaltante, não pode ser alterada pela Procuradoria Geral da República. Agora só poderá ser reavaliada se a PJ reunir novas provas, podendo a medida de coacção actual, com o suspeito em casa, prolongar-se durante anos.




Pinto Monteiro garantiu ao CM desconhecer este caso em concreto e a qualidade dos indícios analisados pela magistrada de Viseu, mas lembra existir uma "norma" que aconselha os magistrados a requererem a medida de coacção mais gravosa em caso de crimes graves – prisão preventiva. "Há uma norma, mas existe uma margem de escolha. E presume-se que, no caso indicado, o magistrado deve ter proposto a medida que entendeu correcta", diz o PGR ao CM.

Quanto a José Manageiro, presidente da Associação Profissional da Guarda, diz ao nosso jornal que a presença permanente de quatro militares da GNR em redor da casa do suspeito custa ao Estado 300 euros por dia. "Este tipo de situações ficam caras ao contribuinte, já para não falarmos das alterações de serviço que se fazem no posto".

Alfredo Azevedo, 41 anos, estava desempregado e vivia com graves problemas financeiros. No dia do homicídio chegou a casa com 200 euros em notas, o mesmo montante levantado pela vítima horas antes de ser assassinada. À PJ e mesmo perante os indícios, o suspeito negou o crime. Está indiciado por homicídio qualificado e roubo.

DEIXOU DE SER VISTO NO CAFÉ
Alfredo Azevedo, o suspeito do homicídio da promotora imobiliária, tinha por hábito frequentar os cafés de Rio de Loba e Travassós de Cima. No entanto, desde que ocorreu o crime, há duas semanas, terá mudado de hábitos e deixou de ser visto nos estabelecimentos. "Ele vinha cá com alguma frequência e era tratado como sendo da família. A certa altura deixou de cá vir", disse ao CM a funcionária do café.
Alfredo Azevedo dizia por vezes às pessoas que era viúvo, que tinha muito trabalho como pintor de automóveis e que fazia transportes para a zona do Porto.

A verdade é que nos últimos tempos não trabalhava e passava por grandes dificuldades financeiras. "Não lhe são conhecidas actividades paralelas, mas era preciso sustentar uma família e estava desempregado", recorda fonte policial.

"ATÉ PARECE QUE EU SOU ALGUM CRIMINOSO"
O aparato policial e agora também a movimentação de curiosos em redor da casa onde está o suspeito está deixar revoltados os vizinhos, que dizem ter perdido a "tranquilidade". Um vizinho que mantinha "algumas conversas" com o suspeito e a quem "ajudou várias vezes" refere ao CM que a presença da GNR à sua porta o incomoda. "Não durmo como deve de ser e a minha mulher está a ficar doente. Isto incomoda-me porque até parece que sou algum criminoso". E acrescentou: "Nem é justo para a família dele estar a passar por uma coisa destas sem ter culpa alguma. Eu até lá vou ver se precisam de alguma coisa porque eles não têm dinheiro para nada. Fui eu até que lhe dei um saco de batatas para o Natal", recorda.


PORMENORES:

VIATURA INSPECCIONADA
A viatura do suspeito, um Golf, foi ontem alvo de nova perícia nas instalações da PJ de Coimbra. Aguardam-se os exames do Instituto de Medicina Legal.

CASA ARRENDADA
O suspeito reside na casa, agora vigiada pela GNR, há cerca de um ano, por intermédio da vítima, Dulce Moreira. Os proprietários estão emigrados na Suíça.

GUARDAS AO FRIO
Os guardas dizem que o pior é o frio. De noite registam-se temperaturas negativas.

Por: Luís Oliveira / Tânia Laranjo in "CM"

Tabaco


Venda de tabaco

caiu 15% no último ano



Por: JOANA FERREIRA DA COSTA e DIANA MENDES in "DN"


Um ano após a vigência da Lei, Portugal regista uma das maiores descidas no consumo no espaço europeu, segundo o director-geral da Saúde. Cerca de 70% dos restaurantes são livres de fumo e as vendas de tabaco caíram. Mas as infracções ainda são muitas

A entrada em vigor da lei do tabaco reduziu entre dez a 15 por cento as vendas de cigarros em Portugal.


Os dados das associações de armazenistas e de grosssistas de tabaco mostram que as novas regras sobre o fumo que começaram a ser aplicadas há quase um ano tiveram um forte impacto no consumo. Mas a maior quebra foi mesmo a registada em Janeiro, altura em que as vendas de cigarros baixaram 17 por cento."No último ano houve uma redução de 15 por cento das vendas de tabaco", afirmou ao DN Helena Manuela da Associação Portuguesa de Armazenistas de Tabaco. A responsável alerta, contudo, que parte desta descida está também relacionada com o aumento da contrafacção.


Já a Associação Nacional de Grossistas de Tabaco diz que a quebra mensal nas vendas tem sido superior a dez por cento. "Até Outubro as vendas caíram 13,2 mas até ao final do ano a qubra deverá atingir os 14 por cento", afirmou o presidente do organismo Jorge Duarte.


Já quanto ao número de portugeses que terá deixado de fumar o director-Geral da Saúde, Francisco George mostra-se animado mas fecha-se em copas, remetendo para amanhã um balanço oficial dos efeitos da nova lei. "Os dados que temos até agora apontam para um resultado superior às expectativas", limita-se a dizer Francisco George, que amanhã apresentará o balanço oficial da aplicação da lei que entrou em vigor há um ano. - manifestou-se "muito satisfeito" com o cumprimento da legislação. O director-geral da Saúde avança ainda que, no panorama europeu, os indicadores sobre os resultados de aplicação das novas regras em Portugal ficam acima dos registados noutros países que adoptaram legislação semelhante. É o caso de Itália, por exemplo, em que o consumo de tabaco baixou seis por cento.


Já em Espanha, o fenómeno foi o inverso. O El país noticiava na semana passada que desde que a lei entrou em vigor, em Janeiro de 2006, se inverteu a descida do consumo.


Se em Portugal os números das vendas indiciam que muitos portugueses optaram por abandonar o vício, nem todos conseguem deixar o vício à primeira tentativa e reincidem. A taxa de sucesso dos fumadores que entram em programas de cessação tabágica oscila entre os 20 e os 30 por cento, disse ao DN José Fonseca, coordenador das consultas antitabágicas para o Alentejo.O Norte é a região do país onde exsite uma maior oferta de consultas nas unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com uma taxa de cobertura superior a 60 por cento.


Já emLisboa e Vale do Tejo é a região onde que demonstra menor cobertura, não chegando aos 30 por cento.O cumprimento das novas regras nos restaurantes e espaços de diversão foi, desde sempre, um dos pontos mais polémicos da lei, tanto pelas dificuldades de interpretação da lei como pela actuação da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASA).


Um estudo promovido pela Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo dava conta de que 71% dos restaurantes tinham optado por zonas livres de fumo. Mas se aqui a taxa de cumprimento era elevada, nos restaurantes com zonas mistas reinava a confusão total, com sistemas de ventilação ineficazes ou mesmo inexistentes.



ASAE



Mil processos
instaurados nos
primeiros 11 meses
da Lei do Tabaco


Cerca de mil processos foram instaurados por incumprimento da lei do tabaco no âmbito das acções da PSP, GNR e ASAE entre Janeiro e o final de Novembro, segundo fonte da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE)


Fonte da autoridade referiu à Lusa que a ASAE inspeccionou cerca de 40 mil agentes económicos, sendo a aplicação da lei do tabaco um dos itens verificados.



Na lista de infracções encontradas, que não está especificada, encontram-se desde a falta de dísticos para identificar os locais (fumadores ou não fumadores) a avisos nas máquinas de tabaco, acrescentou a mesma fonte.



No início do ano deverão ser divulgadas as estatísticas da Comissão de Aplicação de Coimas em Matéria Económica e de Publicidade. Com a nova lei do tabaco, que entrou em vigor a 1 de Janeiro, passou a ser proibido fumar nos espaços públicos, locais de trabalho, unidades de saúde, estabelecimentos de ensino e locais como museus, centros comerciais, aeroportos e meios de transporte.



Nos restaurantes, as excepções estão condicionadas à dimensão dos locais e à criação de espaços próprios para fumadores devidamente sinalizados e separados fisicamente das restantes instalações ou com dispositivos de ventilação e sistema de extracção de fumo directamente para o exterior.



Fonte:Lusa/SOL