domingo, 6 de dezembro de 2009

Encerramento do Congresso da ANMP

José Socrates encerrou o
Congresso da Associação
Nacional de Municípios


Estágios para 2 mil jovens
O primeiro-ministro apresentou ontem em Viseu uma “nova agenda política para o poder local”, e anunciou a criação de dois mil estágios nas câmaras municipais para jovens licenciados e desempregados.

José Sócrates, que falava no encerramento do XVIII Congresso da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), salientou que as autarquias “são essenciais” para a “competitividade, a recuperação económica e no combate à crise”. Nesse sentido, apresentou aos autarcas a “nova agenda política”, que assenta sem seis pontos: educação, modernização das estruturas viárias, energia, simplificação administrativa, equipamentos sociais e emprego. “Vamos criar nas câmaras municipais dois mil estágios para jovens licenciados”, referiu, garantindo uma “cooperação estratégica” com as autarquias .

A regionalização e finanças locais foram assuntos que dominaram o congresso. Os autarcas desafiaram os partidos a promover um novo referendo à regionalização e queixaram-se de que desde que entrou em vigor a nova Lei das Finanças Locais as verbas não transferidas para os municípios totalizam 570 milhões de euros.

PORMENORES

CORRUPÇÃO

O presidente doTribunal de Contas elogiou ontema ANMP pela ajuda prestada na luta contra a corrupção.

PLANO

Fernando Ruas lançou ontem o repto aos autarcas para que concluam os planos de gestão de riscoaté ao final do ano.

COMPETÊNCIAS

Autarcas exigiram novas competências e mais autonomia em temas como saúde, educaçãoe políticas sociais.

ANMP QUER UM FUNDO DE 770 MILHÕES DE EUROS

O presidente da ANMP reclamou o aumento do investimento público de proximidade e desafiou Sócrates a subscrever a criação de um fundo de investimento de 770 milhões de euros para dinamizar a economia regional. 'Estamos convictos de que no final do ano as estatísticas do desemprego teriam valores inferiores aos que se verificam', disse Fernando Ruas.

O autarca de Viseu foi reeleito presidente da ANMP com 94 por cento dos votos – 702 votos a favor, 30 nulos e 15 brancos – e viu as linhas gerais para o mandato serem aprovadas por unanimidade. Ruas lamentou a manutenção das 'assimetrias regionais', num País que 'cresce a várias velocidades' e que tem cidadãos de 'primeira e segunda'. Mário Almeida, presidente da mesa do congresso, voltou a criticar a limitação de mandatos 'imposta' aos autarcas.

DISCURSO DIRECTO

"A GESTÃO AUTÁRQUICA TEM SIDO MENORIZADA", Fernando Ruas, Presidente da Câmara de Viseu
Correio da Manhã – Foi eleito para o terceiro mandato à frente da ANMP. Quais vão ser as suas linhas fortes de actuação?

Fernando Ruas – A grande aposta vai ser continuar a lutar por mais autonomia do poder local, com novas competências mas também mais meios. Outro ponto importante e fundamental é a revisão das finanças locais.

As verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) também são muito importantes para as autarquias...

– Sem dúvida, mas há muito a fazer, sobretudo no que diz respeito à sua concretização. É urgente a simplificação de processos do QREN.

O que pretende quando diz haver necessidade de contrariar uma "menorização" que existe em relação às autarquias?

– Há uma clara menorização da gestão autárquica, é evidente e todos os dias a sentimos em algumas atitudes do Poder Central, em despachos ministeriais autorizativos.

Os autarcas ficam sentidos com essa atitude?
– É claro que sim. Não podemos permitir os continuados ataques que têm vindo a ser feitos à nossa dignidade institucional.

vai ser o relacionamento entre a ANMP e o Governo?

– Da minha parte o mais colaborante possível. Mas todos têm que ter consciência que as autarquias praticam uma política de proximidade e são essenciais para o desenvolvimento harmonioso do País.

ANMP apresentou muitas propostas ao Governo. Que resposta espera de José Sócrates?

– Não sei. Há quatro anos apresentou uma agenda de políticas para o poder local mas depois a prática atraiçoou o discurso. Vamos ver.

Daqui a quatro anos deixa a presidência da Câmara de Viseu e da ANMP. O que pretende?

– Sair da forma como entrei, pela porta grande. E com a consciência de que fiz tudo pelo desenvolvimento local.


Por: Luís Oliveira in "CM"


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À MARGEM
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Em 2005 a agenda proposta por José Sócrates tinha cinco pontos (discurso AQUI)

Em 2009, o primeiro ministro acrescenta-lhe mais um....

sábado, 5 de dezembro de 2009

Diário do Congresso da ANMP (V)

Regionalização
na agenda dos autarcas


A regionalização e as finanças locais foram os dois assuntos que dominaram esta manhã os trabalhos do Congresso da Associação Nacional dos Municipios (ANMP) que está de decorrer no Pavilhão Multiusos de Viseu. Esta tarde, o primeiro-ministro José Sócrates juntar-se-à ao encontro.



Rui Solheiro, presidente da Câmara Municipal de Melgaço e vice-presidente da ANMP, pediu as todos os partidos políticos que façam avançar o processo da regionalização, para que o país se possa desenvolver de forma mais equilibrada. “Devemos exigir aos partidos politicos que se avance em definitivo com o processo de regionalização em Portugal”, referiu o autarca, adiantando que “deve haver um segundo nível de poder no País”.

No que se refere às finanças locais, Berta Cabral, presidente da Câmara de Ponta Delgada, e Miguel Albuquerque, presidente da Câmara do Funchal, ambos autarcas do PSD, fizeram um ultimato ao Governo para liquidar até ao final do ano os 15 milhões de dívida do Poder Central às autarquias das regiões autónomas.

Os autarca queixaram-se da retenção das receitas fiscais das suas autarquias. Berta Cabral defendeu também que as autarquias devem ter mais autonomia financeira porque se isso não acontecer “ficam reféns de outros nível de poder (governos Central e Regional”.

Nesta altura decorre a votação dos novos órgãos sociais para o qual apenas concorre a lista encabeçada por Fernando Ruas, presidente da Câmara Municipal de Viseu, que assim vai cumprir o terceiro mandato à frente da ANMP. O Conselho Directivo é constituido por oito autarcas do PSD, oito do PS e um do PCP.


Diário do Congresso da ANMP (IV)

Manuel Frexes
na vice-presidência
da ANMP


O presidente dos autarcas sociais-democratas, Manuel Frexes, foi o nome escolhido para ocupar a segunda vice-presidência da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), em substituição de Isabel Damasceno, que perdeu as eleições autárquicas em Leiria.


Na lista única para os órgãos sociais da ANMP, que será encabeçada por Fernando Ruas (Viseu), o autarca do Fundão é a grande novidade mas no conselho directivo entram também outros quatro presidentes de Câmara para o próximo mandato.

As votações estão a decorrer desde o início da manhã e, até ao momento, o modelo de eleição da ANMP - tradicionalmente por lista única e consenso entre PS e PSD - ainda não foi contestado pelos congressistas.


Diário do Congresso da ANMP (V)

Municípios querem
mais poder na gestão

dos recursos hídricos

O dirigente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) responsável pelo sector da água, Fernando Campos, defendeu que o regime hídrico nacional deve ter uma maior participação dos municípios portugueses.


É uma velha reivindicação, a de que os municípios devem ter uma responsabilidade condizente com a responsabilidade que têm, da distribuição da água para consumo humano no país. Tudo o que seja estar nos locais certos e próprios para ajudar a controlar essa responsabilidade, os municípios exigem a sua representação”, disse Fernando Campos, presidente da Câmara de Boticas.

O autarca salientou que actualmente os municípios estão “representados apenas naqueles grupos de trabalho criados para encontrar soluções”. “Mas depois a nossa representação na gestão é diminuta”, salientou. Fernando Campos salientou que os municípios não vão abdicar da “responsabilidade dos recursos hídricos e da água para consumo humano”. “Entendemos que o regime hídrico deve ter uma maior participação dos municípios portugueses”, declarou.

O responsável salientou ainda que a ANMP vai dirigir uma plataforma que vai monitorizar a nível mundial a responsabilidade assumida por governos e outras instituições para mitigar os problemas de falta de água em alguns países, sobretudo em África.

A proposta de criação deste grupo foi apresentada no Fórum Mundial da Água, realizado em Istambul, e aceite or todos os países participantes. “Estamos fartos de países e instituições que subscrevem acordos sobre apoios na questão da água e depois não cumprem”, disse Fernando Campos, realçando que, segundo a ONU, a água é um bem escasso para 400 milhões de pessoas em todo o mundo e em 2025 atingirá dois biliões de pessoas.


Diário do Congresso da ANMP (IV)

Congresso da Associação Nacional
de Municípios sensível
à pretensão madeirense


IRS em falta às câmaras nas conclusões da ANMP

Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), reunida desde ontem em congresso, em Viseu, está solidária com a reivindicação das autarquias madeirenses relativamente à questão das transferências do IRS, suspensa pelo Governo da República.


A pretensão dos autarcas madeirenses vai constar nas conclusões do encontro magno dos municípios portugueses, afiançou ao JORNAL da MADEIRA o presidente da Associação de Municipios da Região Autónoma da Madeira, Roberto Silva.

Tal como referiu, «colocámos essa questão na agenda do congresso e nas conclusões que serão aprovadas este fim-de-semana».

Os autarcas contestam a decisão do Estado, tomada em Fevereiro último, em suspender a transferência de verbas (cinco por cento) do IRS para as Câmaras Municipais.

Roberto Silva congratulou-se pela forma solidária como a ANMP atendeu a esta situação, reconhecendo que «a questão da suspensão da transferência do IRS coloca-nos em desigualdade com os municípios do Continente».

Outra questão pertinente que os autarcas portugueses vão abordar neste encontro prende-se com a proposta de revisão da Lei das Finanças Locais.

Esta é uma matéria que Roberto Silva está igualmente de acordo e que deve ser tratada com urgência com o Governo da República.

O autarca do Porto Santo, considera que a actual Lei das Finanças Locais «foi criada nas costas dos municípios e que criou desequilíbrios novos, problemas ao nível da sustentabilidade financeira das Câmaras».

Outra questão que está na agenda do congresso dos municípios prende-se com a limitação de mandatos dos autarcas, legislação aprovada na Assembleia da República, mas que não colhe a simpatia dos responsáveis pelo poder local.

Diário do Congresso da ANMP (III)

Ruas contra "menorização" das autarquia

O presidente da ANMP voltou este sábado à carga contra o que disse ser a "menorização" das autarquias portuguesas, uma tendência que "belisca" a imagem do poder local. Na abertura do segundo e último dia do Congresso, Fernando Ruas recuperou mesmo um episódio "paradigmático da postura que se tem frequentemente anti-poder local". Há alguns anos, recordou, foi instado por um jornalista a reagir a "uma notícia complicada" de um jornal de referência cujo título era "Câmaras sem controlo": "Era sobre isso que me iam ouvir. Só que nem o responsável pela redacção nem o jornalista leram o resto. Aquilo referia-se a câmaras de videovigilância".

"Como estava tão arreigada esta postura anti-poder local, a primeira coisa era ouvir o presidente da ANMP. Há uma série de situações que têm levado a essa posição, nomeadamente algumas beliscadelas que têm acontecido", propugnou.

A ANMP, sustentou Fernando Ruas, constata "com frequência que há uma falta de reciprocidade entre os serviços que as câmaras prestam ao poder central e depois a ausência de resposta". O responsável deu um exemplo: "A própria forma como a Direcção-Geral do Património aliena o seu património nos nossos territórios sem a maior parte das vezes nos dar alguma explicação".

A decorrer sob o lema "Investir nas pessoas, desenvolver Portugal", o Congresso que reúne os presidentes de câmara dos 208 municípios portugueses, assim como os presidentes das assembleias municipais e um presidente de junta por município, deve reeleger este sábado Fernando Ruas para a presidência da ANMP. O primeiro-ministro, José Sócrates, e o presidente da bancada parlamentar do PSD, José Pedro Aguiar-Branco, marcam presença na sessão de encerramento.

Diário do Congresso da ANMP (II)

Fernando Seara (PSD)
rejeita "generalização" das suspeitas
de corrupção para todo poder local


O presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara (PSD) admitiu hoje à Lusa a existência de casos de corrupção no poder local mas rejeitou a generalização dessas suspeitas para todas as autarquias.



"O único nível do Estado onde surge a generalização [da corrupção] é nas autarquias. Nos outros níveis do Estado onde se suscitam problemas e indícios de corrupção não existem generalizações", afirmou Fernando Seara à Lusa, à margem dos trabalhos do Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que decorre em Viseu.

"Temos de assumir claramente: há corrupção. Há indícios de corrupção a todos os níveis dos poderes do Estado" mas "só nas autarquias é que há generalização", salientou o autarca de Sintra.

Diário do Congresso ANMP (I)

Declarações de Fernando Ruas

são de nível «primário»,

diz Secretário de Estado

O Secretário de Estado do Ambiente considerou, esta sexta-feira, as declarações de Fernando Ruas de nível «primário». O presidente da ANMP criticou aquilo que classificou de «fundamentalismos bacocos» das instituições ligadas ao Ministério do Ambiente, considerando que condicionam o desenvolvimento do país.

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) acusou, esta sexta-feira, no discurso inaugural no congresso da ANMP, em Viseu, entidades dependentes do Ministério do Ambiente de liquidarem «à nascença projectos essenciais».

Muitos dos responsáveis dessas instituições, «eivados por fundamentalismos bacocos, continuam empenhados na protecção desmesurada de espécies como os morcegos, os lobos de Leomil ou as gralhas-de-bico-vermelho mas parecendo esquecer que a primeira espécie que nos cumpre defender é a humana», afirmou Fernando Ruas.

«Não nos intimidamos com este tipo de declarações», até porque «somos os principais defensores e apoiantes das energias renováveis», o que é «demonstrável pela taxa de aprovação de, por exemplo, parques eólicos» em Portugal, disse o secretário de Estado do Ambiente.

Em declarações à TSF, Humberto Rosa considerou «primário e lamentável que haja declarações desconsiderando a importância da conservação da natureza e da biodiversidade» em Portugal.

«Não confundimos as opiniões do presidente da ANMP com opiniões de tantos autarcas que verdadeiramente sabem valorizar e preservar» a natureza, rematou o governante.

AUDIO AQUI »

Autarcas batem o pé


Por: TERESA CARDOSO in "JN"

Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses desafia Poder Central a dar mais competências a quem está perto do povo.

O líder dos autarcas portugueses, Fernando Ruas, que hoje deverá ser reeleito no congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) que está a decorrer em Viseu, exigiu, ontem, mais competências, autonomia e recursos para as autarquias.

No discurso de oito páginas, que abriu oficialmente o XVIII Congresso da ANMP, Fernando Ruas bateu o pé à Administração Central.

Sem poupar na adjectivação, reclamou que o QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) deixe de ser um mero "slogan", pediu mais autonomia para as autarquias e um papel preponderante do órgão que as representa no Conselho de Estado. Tudo em nome do cumprimento do "princípio da subsidariedade" e em defesa "de um país menos assimétrico".

Fernando Ruas, que hoje será reeleito em lista única (partilhada pelo PSD, PS e PCP) na presidência da ANMP, reclamou uma outra "dimensão política" para o Poder Local. "As indesmentíveis capacidades do municípios no nosso país têm de ser rentabilizadas nas suas imensas e inequívocas mais-valias",declarou.

Criar condições para que a legislação fundamental em vigor adquira o valor de leis orgânicas, é uma reivindicação que Ruas considera capaz de "assegurar a estabilidade que garanta a autonomia municipal de que nunca abdicaremos", avisou.

Os municípios portugueses, pela voz do seu representante, exigem "uma ainda não conseguida coesão económica e social". Uma questão que levou Ruas a pedir para que o QREN deixe de ser um mero slogan "para se transformar num instrumento de trabalho ao serviço do desenvolvimento".

Ruas considerou "inadmissível" que os municípios, com mais de 100 milhões de euros de investimento comparticipado já executado, ainda não tenham recebido qualquer euro de pagamento. Considerando ser esta uma "prova evidente da excessiva burocracia processual e regulamentar em que está mergulhado o QREN".

Os municípios querem o reforço e alargamento de competências noutras áreas que vão para além da Educação: Saúde, Acção Social e Ordenamento do Território. Áreas em que dizem poder assumir o papel de "alavanca" para um "salto qualitativo indispensável para se alcançarem melhores resultados".

A resposta a algumas dessas aspirações, nomeadamente no que respeita à área da saúde, veio logo a seguir de Ana Jorge, a ministra que tutela a pasta, que na dupla qualidade de presidente da Assembleia Municipal da Lourinhã, garantiu que as metas a atingir nos próximos anos implicam várias parcerias com os municípios portugueses.

O governo não escapou ao discurso acutilante do também autarca viseense. Fernando Ruas avisou que muitas câmaras já "excederam as suas capacidades" para ajudar quem precisa.

Desde a educação até ao apoio aos idosos. "Da nossa parte, todos os esforços foram empreendidos. Do lado do Governo, quase tudo ficou por fazer", criticou.

O maior ataque foi desferido contra os "fundamentalismos bacocos" do Ministério do Ambiente. E contra os burocratas "instalados em poltronas lisboetas" que se empenham na protecção desmesurada de algumas espécies, "esquecendo que a primeira espécie a defender é a humana".

Doces Rotundinhas

E quem quer comer "Rotundinha"
tem que ir à Confeitaria Amaral,
só lá é que a tem quentinha


aqui, e por várias vezes, referimos as habilidades e criações pasteleiras do nosso amigo "Zé da Amaral".

Já falámos do novo bolo "Afonsinos" e do "Rotundinhas", uma delícia de pastel, docinho, mas que é light.

O programa "Nós por Cá", transmitido na SIC, também já se entusiasmou com o nosso Pasteleiro

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Mais centro - resultados 2009



No próximo dia 9 de Dezembro, a Comissão Directiva do Mais Centro – Programa Op­eracional Regional do Centro promove, no Centro de Artes e Espectáculos da Figue­ira da Foz, uma sessão pública de apresentação de resultados relativos a 2009.

Nesta sessão pública será feito o balanço global do Mais Centro durante o ano de 2009 e, realizadas duas sessões subordinadas aos temas “Sistema Científico e Tecnológico – Estratégia Regional” e “Comunidades Intermunicipais”.



PROGRAMA

14h00 | Recepção de Participantes

14h30 | SESSÃO DE ABERTURA

Ataíde das Neves - Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz

Alfredo Marques - Presidente da Comissão Directiva do Mais Centro

Membro do Governo

15h00 | 1ª SESSÃO - SISTEMA CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO – ESTRATÉGIA REGIONAL

INOV – C

Seabra Santos - Reitor da Universidade de Coimbra

PARQUE DE CIÊNCIA E INOVAÇÃO

Helena Nazaré - Reitora da Universidade de Aveiro

INOVIDA

João Queiroz - Reitor da Universidade da Beira Interior

Moderador: João Vasco Ribeiro – Comissão Directiva do Mais Centro

16h00 | COFFEE BREAK

16h30 | 2ª SESSÃO - COMUNIDADES INTERMUNICIPAIS CENTROS ESCOLARES

Joaquim Morão - Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco

MODERNIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Ribau Esteves - Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo

PROMOÇÃO DA CULTURA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA

António Rodrigues - Presidente da Câmara Municipal de Torres Novas

Moderador: António Paiva – Comissão Directiva do Mais Centro

17h30 | SESSÃO DE ENCERRAMENTO

Alfredo Marques - Presidente da Comissão Directiva do Mais Centro

Membro do Governo

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

MADE IN... desemprego


António, depois de dormir entre lençóis de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.


Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (produced in Colombia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).

Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Thailand) e um relógio de bolso (Made in Swiss).

Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Taiwan) para ver as previsões meteorológicas.

Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in Sweden) e saiu para, como usualmente à procura de emprego.

Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o António decidiu relaxar por uns instantes.

Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonesia), desfolhou o seu jornal (Made in Viseu) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL.


Polimotarvis - dia 09 de Dezembro de 2009, vamos fazer sorrir uma criança



Venha tomar café connosco




Ciclo de exposições IPV “Venha tomar café connosco”

CARLOS GODINHO “VISÕES”


O Instituto Politécnico de Viseu inaugura amanhã, dia 4 de Dezembro, sexta-feira, pelas 14 horas, as “Visões” de Carlos Godinho, uma Exposição de Pintura da autoria deste artista plástico.

Carlos Godinho considera que a pintura a óleo deixa antever “uma forma diferente de olhar a cor dos espaços que se podem contemplar. Cada traço pode ser olhado de múltiplas formas. Assim, cada quadro é o despertar para uma realidade de descobertas para além do consciente. A luz, a forma e a cor transportam-nos para um número (in)finito de construções que apenas cada um pode percepcionar. Em cada ponto visionamos um equilíbrio expresso nos modelos. Aqui não temos que olhar o que nos é comum, mas o que nos conduz a uma visão mais lata de tudo quanto nos rodeia. Cada pintura é mais do que aquilo que conseguimos fotografar. É aquilo que nós queremos em cada momento. É o que se pode ver naquilo que cada tela apresenta”.

Esta exposição encerra o Ciclo de Exposições IPV venha tomar café connosco referente ao ano de 2009, e estará patente ao público até meados de Janeiro de 2010.

O Foyer da Aula Magna do Politécnico de Viseu abre assim uma vez mais as portas a todos quantos queiram apreciar a exposição e saborear um café.

Venha tomar café connosco.

Estamos à sua espera.

QUEM

É

QUEM
Nome: Carlos Godinho

Naturalidade: Estremoz - S. Lourenço de Mamporcão

Dados Académicos: Licenciado em Educação Visual, pela Escola Superior de Educação de Portalegre (E.S.E.P.). Frequentou a Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e é Mestre em Sociologia pela Universidade de Évora.

Actividades: Tem dedicado parte do seu tempo à pintura de cartazes e catálogos, à ilustração de capas de livros e a um bom número de colaborações jornalísticas e radiofónicas.

Exposições: Participou em inúmeros exposições colectivas e individuais, de norte a sul de Portugal, bem como no Estrangeiro. Está representado em diversas colecções nacionais e estrangeiras. Os seus trabalhos encontram-se expostos em organizações institucionais, públicas (museus, bancos, câmara municipais e institutos públicos) e particulares.

2005 - "Aqui, pelo Sonho é que Vamos”, na qual pintou poemas de Sebastião da Gama.
2007 - “Los juegos míticos del pensamiento”, que promoveu em Mérida (Espanha)
2008 - “Concorso Internacional di Pittura Figurativa Contemporanea” promovida pela Fundazione Alfredo D`Andrade - Museu Centri-Studi (Torino,Itália); “Seconda edizione della rassegna internazionale di arte contemporanea del formato 20x20” ( Napoli, Itália), “MOSTRA TRAJECTOS” na Casa de Portugal (São Paulo, Brasil); e “MOSTRA BRASIL-JAPÃO - comemoração do centenário” promovida pela Nichiyu International - (Nagoya, Japão).
2009 - presença na exposição "Donna... tra sacro e profano - ISCRIZIONI CHIUSE" - Mostra Internazionale d'Arte Contemporanea da Civica (Enna, Itália); pintou poemas de António Simões, do Livro “Minha Mãe Amassa o Pão"; presença na III Bienal do Porto Santo, participa na exposição de lançamento de Cáceres capital da Cultura 2016, Exposicion Artistas Plásticos de la Raya III, em Cáceres e no Encontrartes numa mostra de artistas surrealistas portugueses.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

na hora do suicídio...

A DEVIDA COMÉDIA



Por: Miguel Carvalho

"Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo"

Criancinhas

A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em
festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la
porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.
Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».

Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha?

Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos
congressos e debates para nos entretermos.

Artigo publicado na revista VISÃO online


What about us?




Lançamento de Livro de António Lobo Antunes

Que cavalos são aqueles que fazem sombra no Mar

António Lobo Antunes apresenta o seu novo livro

no Montebelo Hotel & Spa, em Viseu


O Montebelo Hotel & Spa recebe, no próximo dia 5 de Dezembro pelas 21:30, a apresentação da mais recente obra de António Lobo Antunes “Que cavalos são aqueles que fazem sombra no Mar”, em parceria com a Livraria Pretexto.

A apresentação vai contar com uma sessão de autógrafos, sendo a entrada livre.

Nascido em 1942, António Lobo Antunes inicia oficialmente a sua carreira literária com a publicação dos livros “Memória de Elefante” e “Os Cus de Judas” em 1979.

Este é o 24º livro do autor, de uma obra com 30 anos onde, para além dos títulos já referidos, podemos ainda encontrar o “Auto dos Danados” (1985), “Tratado das Paixões da Alma” (1990), “A Morte de Carlos Gardel” (1994), “O Manual dos Inquisidores” (1996), “Exortação aos Crocodilos” (1999), entre outros.

Em 2001, António Lobo Antunes dá o seu nome a uma rua do município de Nelas e, em Junho de 2005, a Biblioteca Municipal de Nelas adopta o seu nome.


QUEM

É

QUEM



Nome: António Lobo Antunes.

Idade: 67 anos, nascido a 1 de Setembro, em Lisboa. Foi duas vezes e tem três filhas.

Formação Académica: licenciado em Medicina, com a especialidade em Psiquiatria.

Actividade: Escritor. Publicou os seus primeiros livros em 1979, intitulados "Memória de Elefante" e "Os Cus de Judas". E já conta com 24 obras publicadas.Já foi, por várias vezes, apontado para o Prémio Nobel da Literatura.

Prémios:
1985 - Grande Prémio de Romance e Novela da APE com a publicação do Auto dos Danados;
1996 - Prémio France Culture (França), pelo romance A Morte de Carlos Gardel;
1997 - France Culture pelo romance Manual dos Inquisidores;
1999 - Publica Exortação Aos Crocodilos, e recebe o seu segundo Grande Prémio de Romance e Novela da APE, e ainda o Prémio D. Diniz da Fundação Casa de Mateus;
2000 - Recebe o Prémio de Literatura Europeia do Estado Austríaco pelo romance Exortação Aos Crocodilos;
2003 - Prémio Internacional União Latina e com o Prémio Ovidius, da União de Escritores Romenos;
2004 - Prémio Fernando Namora da Sociedade Estoril Sol, pelo romance Boa Tarde Às Coisas Aqui Em Baixo, e pelo conjunto da obra é galardoado com um dos grandes prémios internacionais de literatura, o Prémio Jerusalém;
2005 - Distinguido pela Grande Ordem de Santiago de Espada, e recebe o Globo de Ouro Sic / Caras 2004 na categoria Artes;
2006 - Prémio José Danoso 2006 atribuído pela Universidade Chilena de Talca;
2007 - Laureado com o Prémio Camões (19º Edição), recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro em Julho, e o Prémio Pablo Neruda em Setembro;
2008 - Distinguido com o prémio espanhol Terence Moix, pelo livro Ontem Não Te Vi Em Babilónia. É condecorado pelo Governo Francês com as insígnias de Comendador das Artes e das Letras. É galardoado com o Prémio Juan Rulfo, o primeiro português a receber o galardão latino-americano. No final do ano, recebe o Prémio Clube Literário do Porto;
2009 - É distinguido com o grau Doutor Honoris Causa pela Universidade de Ovidius (Roménia). Recebe, em Junho, o Prémio Extramadura a la Creación, juntamente com Siza Vieira

Frase: "a morte é uma puta", a propósito da sua luta contra o cancro no intestino, diagnosticado em Março de 2007.

Saiba mais em: http://www.ala.nletras.com/index.html



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Gio Rodrigues - fotoreportagem










Gio Rodrigues apresentou colecção de Joalharia em Viseu


GIO RODRIGUES
Gold&Diamonds

No passado sábado, o 2º piso do Hotel Grão Vasco, em Viseu, encheu-se de riqueza e esplendor ao acolher a colecção de Joalharia de Gio Rodrigues.

O jovem designer de 33 anos, natural de Lisboa, escolheu a cidade de Viseu para apresentar a sua fabulosa colecçao de peças de joalharia, e que vem enriquecer o seu vasto portfólio de criações, do qual já constavam malas, sapatos, gravatas, uniformes e roupa íntima.

A conhecida actriz portuguesa Maria de Medeiros, foi a figura escolhida para dar a cara por esta conceituada marca, e ao que o MiV apurou, Maria de Madeiros é já uma fã de Gio Rodrigues.

A nova colecção joalheira, Gold&Diamonds, vai estar disponível em Viseu através da empresária Ana Cortês, e muito em breve estará em exposição na nova loja que se irá situar na Rua Alexandre Herculano, ao pé das antigas instalações do extinto Cinema S. Mateus.

Gold&Diamonds é o resultado de uma parceria de Gio Rodrigues e da empresa LusoGold

_________________ SOBRE A MARCA _________________

Gio Rodrigues é uma marca com rosto e o designer que lhe dá nome classifica-a como Atitude, um design que alia uma sobriedade luxuosa à exuberância contida, num estilo urbano sempre conjugado com um toque chique.
O rigor dos detalhes das suas criações, são o sofisticado complemento ao design de peças de alta-costura, joalharia, marroquinaria e outras linhas da marca. Para um cliente especial que se preocupa com a qualidade e exclusividade, o luxo em traços delicados transposto para a tridimensionalidade é o cartão de visita de Gio Rodrigues.
Peças desenhadas e produzidas para um público real, audaz, contemporâneo, protagonista e principalmente diferente, porque todos desejam ser únicos.
A satisfação do cliente, embelezando o seu corpo por uma qualquer peça Gio Rodrigues, será sempre o principal capricho da marca.

As melhores pedras preciosas trabalhadas por artesões de experiência fundamentada, dão corpo à linha Gio Rodrigues diamonds & gold.
Inspirado no universo, alia o ouro branco a ametistas incrustando límpidos diamantes, entre vértices que nos transportam para o sistema planetário, o designer trabalha a joalharia de uma forma singular, enquanto o ouro amarelo nos eleva para o nosso globo, sempre de forma harmoniosa e em simbiose com o quartzo Fumee.

QUEM

É

QUEM


Nome: Gio Rodrigues

BI: 33 anos, casado e com um filho

Naturalidade: Lisboa

Escolaridade: frequentou o 10º e 11º anos na Escola Alves Martin, em Viseu. Seguidamente tirou um curso de Arte e Design.

Percurso: fez carreira de manequim e formou-se na Escola de Moda Gudy, no Porto. Fez o seu primeiro desfile de moda, com criações suas para Homem, aos 23 anos.

Actividade: é designer de moda e proprietário da marca Gio Rodrigues, sediada em Lisboa. Recentemente criou uma linha de Jóias representada a nível nacional pela LusoGold.
Gio Rodrigues é também uma marca de Espumante by Caves Messias.

Imagem da marca: Maria de Medeiros (actriz)

Site: www.giorodrigues.com