terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Silvio Berlusconi agredido

No passado domingo, dia 13, Silvio Berlusconi foi agredido por um indivíduo de 42 anos que, supostamente, só queria um autógrafo.




O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, de 73 anos, foi agredido por um popular neste passado dia 13, logo após um comício na cidade de Milão.

O autor da agressão,identificado como Massimo Tartaglia, de 42 anos, consegui "furar" a segurança e "cravou" uma miniatura de ferro, que supostamente seria a da Duomo (catedral) de Milão, no rosto de Berlusconi, que ficou com a boca e o nariz a sangrar, e a olhar para as câmeras com um ar atordoado. O agressor, foi imediatamente detido pela polícia e até à data não apresentava antecedentes criminais.


Duomo, Catedral de Milão

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À MARGEM

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As agressões nunca são actos de louvar, mesmo que o agredido esteja implicado em casos de sexo com prostitutas, seja suspeito de ter ligações à máfia e de cometer fraude fiscal, e mesmo até que seja racista... nada disto justifica... APENAS UM NARIZ PARTIDO, UMA CARA ESMURRADA E DOIS DENTES FORA DA CREMALHEIRA!...

Mas nem tudo correu mal, esta agressão serviu para que o primeiro italiano recebesse manifestações de solidariedade por parte de outros líderes políticos, nomeadamente do presidente francês, Nicolas Sarkozy, do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin e do primeiro-ministro inglês, Gordon Brown (Sócrates não se pronunciou... talvez com o medo de que algum agressor se lembre dele).

Até o Papa - que já se recusou a dar a comunhão a Berlusconi por este ser divorciado - lhe enviou um telegrama de solidaridade onde "lamentou a agressão" contra Berlusconi, expressando "seus melhores votos por uma pronta recuperação" (mas nada de comunhão)

No fim de tudo, só me apetece dizer que os italianos têm melhor pontaria que os americanos (lembram-se do sapato atirado a Bush?), e que a partir de hoje o negócio da venda de miniaturas da Torre de Belém vai prosperar!


humor


Quem pergunta quer resposta...



Quem fala assim não é Gago


"o que move V. Ex.ª contra Viseu
para nos prejudicar desta maneira?"


a pergunta de Almeida Henriques a Mariano Gago


O Deputado António Almeida Henriques, eleito pelo PSD do Círculo de Viseu, já manifestou o seu descontentamento no que se refere à abertura da Faculdade de Medicina em Aveiro: "a atitude do Ministro da Ciência e Ensino Superior de abrir uma nova Faculdade de Medicina em Aveiro, sem ligar às condições de Viseu e às justas reinvindicações que temos efectudo, motivou uma carta que enviei, em nome de todos os Deputados do PSD"

Passamos a transcrever o conteúdo da carta:

Exmo. Senhor
Os nossos cumprimentos.

É V. Ex.ª. um dos mais antigos membros do Governo com responsabilidades nas áreas que tutela, tendo pertencido aos executivos do Eng.º. António Guterres bem como aos dois Governos presididos pelo Eng.º José Sócrates, conhecendo como ninguém as ambições de Viseu, designadamente quanto à almejada criação da Universidade Pública bem como da Faculdade de Medicina.

Ao longo destes quase dez anos de governação de V. Ex.ª, vários foram os momentos em que ficámos decepcionados com as decisões por si tomadas;

Desde logo, no decurso do Governo do Eng.º. António Guterres, apesar do enorme esforço desenvolvido por Viseu para apresentar uma boa candidatura à instalação da Faculdade de Medicina, estudo que foi conduzido pelo Dr. Correia de Campos, decepcionou os viseenses optando pela Covilhã.
Com a vitória do PSD e com o Governo do Dr. Durão Barroso, deitámos mãos à obra e construímos uma boa solução com base no trabalho de um excelente Grupo liderado pelo Dr. Veiga Simão, situação que levou à aprovação de uma Resolução que criava a Universidade de Viseu em 17 de Maio de 2004, numa solução inovadora e criativa.

Infelizmente esse Governo não durou o tempo suficiente para tornar irreversível a decisão e, logo no debate do programa do Governo presidido pelo Eng.º. Sócrates coloquei uma questão objectiva ao Primeiro-ministro, obtendo como resposta que não haveria lugar à criação de nenhuma Universidade na X Legislatura; recorde-se que era Ministro da área, exactamente V. Ex.ª, ficando mais uma vez desfeito o sonho dos viseenses, mais uma vez com a Sua marca.

Recordo-lhe a reunião que, juntamente com o Dr. Fernando Ruas, tivemos no Palácio das Laranjeiras, de onde saí com a esperança que era possível encontrar uma solução, e que V. Ex.ª. iria pegar no dossier.

Ainda no decurso do anterior Governo, mais uma oportunidade de contemplar Viseu com uma Faculdade de Medicina, a decisão apontou para outras paragens, desta vez o Algarve.

Agora, apesar de nunca termos deixado cair os braços, das inúmeras moções aprovadas por unanimidade na Assembleia Municipal de Viseu e de o assunto se ter mantido sempre na ordem do dia para todos nós, sabemos pela comunicação social que seria criado mais um curso de Medicina, desta feita na Universidade de Aveiro.

Não nos move qualquer sentimento contra Aveiro, cidade irmã de Viseu, mérito para os seus responsáveis que tiveram a força necessária para levar V. Ex.ª. a tomar esta decisão.

Move-nos sim um sentimento de revolta face a V. Ex.ª. e ao Governo a que pertence, hoje não temos dúvidas que tem algo contra Viseu, sempre nos prejudicou nos dez anos de governação que leva.

Nunca atendeu às inúmeras solicitações que lhe fizemos, ignorou as excelentes condições de Viseu no domínio da Saúde, designadamente o facto de termos um Hospital Central, a Universidade

Católica com um excelente curso de Medicina Dentária e uma Escola Superior de Saúde com vontade de crescer, aliás há vários anos à espera de decisões por parte de V. Ex.ª, sempre adiadas, já o mesmo não acontecendo a aprovações que foram acontecendo para outras paragens.

Para já não falar da situação caricata do Instituto Piaget, com instalações prontas, algumas equipadas, há vários anos à espera de decisão, com dezenas de estagiários que por aqui têm passado, formados em África, em Países de Expressão Oficial Portuguesa, com bons estágios proporcionados no Hospital Central de S. Teotónio, em Viseu.

É caso para perguntar, o que move V. Ex.ª contra Viseu para nos prejudicar desta maneira?

É pois este sentimento de revolta e indignação que lhe queremos transmitir, exigindo que seja encontrada rapidamente uma solução para o Ensino Universitário em Viseu, estamos disponíveis para encontrar o modelo, é tempo de responder à Escola Superior de Saúde, criando os cursos solicitados e dar luz verde à criação da Faculdade de Medicina no Instituto Piaget, não descortinamos mais razões para adiamentos pois, para Viseu nunca há dinheiro nem é oportuno, para outras é sempre possível.

Ficamos à espera de uma reacção da parte de V. Ex.ª com uma certeza, Viseu não está contente com estas reiteradas injustiças, urge fazer justiça à nossa Cidade, ao nosso Concelho, à nossa Região.

Com os melhores cumprimentos

António Joaquim Almeida Henriques
(Coordenador Deputados PSD eleitos por Viseu)

Lobo Antunes na TV Nelas

António Lobo Antunes from Bruno Monteiro on Vimeo.

Frase do Dia


A situação dos mercados financeiros
é tão má que as mulheres
estão de novo a casar por amor.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

opinião

O palhaço

O palhaço

in "JN"

O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.

O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.

Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.

O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.

E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.

Ou nós, ou o palhaço.

Seja educado e fale correctamente Português

Há momentos na nossa vida em que, por mais que nos apeteça, nunca devemos perder a compostura, nem atirar ao adversário frases gorsseiras! Isso não é bonito e não fica bem a ninguém!

Tente memorizar estas frases, e da próxima vez que quiser soltar alguma verborreia faça-o de forma elegante, e em bom Português:


"Deglutir o batráquio" é o mesmo que "Engolir o sapo"

"Colocar o prolongamento caudal no meio dos membros inferiores" é a expressão que deve usar numa situação em que é necessário "Meter o rabo entre as pernas"

"Sequer considerar a possibilidade de fêmea bovina expirar forte contracções laringo-bucais" é a melhor frase a proferir em situações de grande afirmação verbal, e que substitui a expressão "Nem que a vaca tussa"

"Retirar o filhote de equino da perturbação pluviométrica" deve-se utilizar em vez de "Tirar o cavalinho da chuva"

e a melhor de todas:

"Sugiro veementemente a Vossa Excelência que procure receber contribuições inusitadas na cavidade rectal", ou seja, "Vá levar no cú"

humor


Com estamos em época Natalícia, deixo-vos aqui, e de borla, 5 lições a reter do Curso de "Liderança e Gestão" que frequentei recentemente na School House
.

Lição n.º 1 - GESTÃO DO CONHECIMENTO

Um homem entra no banho enquanto a sua mulher acaba de sair dele e se enxuga. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender, a mulher desiste, enrola-se na toalha e desce as escadas. Quando abre a porta, vê o vizinho Carlos na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa, o Carlos diz:
- Dou-lhe 800 € se deixar cair essa toalha.
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e nua. Carlos, então, entrega-lhe os 800 € prometidos e vai-se embora.
Confusa, mas excitada com a sua sorte, a mulher enrola-se novamente na toalha e volta para o quarto. Quando entra no quarto, o marido grita do chuveiro:
- Quem era?
- Era o Carlos, o vizinho da casa ao lado - diz ela.
- Óptimo! Deu-te os 800 € que me estava a dever?

Moral da história:
Se compartilhares informações a tempo podes evitar exposições desnecessárias!!!


Lição n.º 2 - CHEFIA E LIDERANÇA

Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo. Esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um génio. O génio diz:
- Só posso conceder três desejos, por isso, concederei um a cada um de vós.
- Eu primeiro, eu primeiro - grita um dos funcionários - Queria estar nas Bahamas a pilotar um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida!
Puf! E lá se foi.
O outro funcionário apressa-se a fazer o seu pedido:
- Quero estar no Havaí com o amor da minha vida e um provimento interminável de piñas coladas!
Puf e lá se foi.
- Agora você - diz o génio para o gerente.
- Quero que aqueles dois voltem ao escritório logo depois do almoço - diz o gerente.

Moral da História:
Em qualquer circunstância, deixe sempre o seu chefe falar primeiro.


Lição n.º 3 - ZONA DE CONFORTO

Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
- Posso sentar-me como tu e não fazer nada o dia inteiro?
O corvo responde:
- Claro, por que não?
O coelho senta-se no chão, debaixo da árvore e relaxa. De repente, uma raposa aparece e come o coelho.

Moral da História:
Para ficares sentado, sem fazeres nada, deves estar sentado bem no alto.


Lição n.º 4 - MOTIVAÇÃO

Em África, todas as manhãs, uma gazela ao acordar, sabe que deve conseguir correr mais do que o leão se se quiser manter viva.
Todas as manhãs, o leão acorda e sabe que deverá correr mais do que a gazela se não quiser morrer de fome.

Moral da História:
Pouco importa se és gazela ou leão; quando o sol nascer deves começar a correr!


Lição n.º 5 - CRIATIVIDADE

Umagricultor resolve colher alguns frutos da sua propriedade. Pega num balde vazio e segue para o pomar. No caminho, ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram as suas terras.
Ao aproximar-se lentamente, observa várias raparigas nuas banhando-se na lagoa. Quando elas se apercebem da sua presença, nadam até à parte mais profunda da lagoa e gritam:
- Nós não vamos sair daqui enquanto não se for embora.
O agricultor responde
- Não vim aqui para vos espreitar, só vim dar de comer aos jacarés!

Moral da História:
É a criatividade que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objectivos.

Avó de 75 anos dança Salsa... ACROBÁTICA

domingo, 13 de dezembro de 2009

Este já está a Piar....

Processo Casa Pia

Análise de Pedro Namora

Frase do Dia


Portugal está a atravessar uma
fase em que o Fim do Mundo
não assusta tanto
quanto o Fim do Mês

Governo quer travar autarcas sob suspeita


Secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro, revela as mudanças que o Governo quer fazer na lei da tutela, para "reforçar o prestígio dos autarcas", e aborda apostas no domínio da simplificação administrativa.



Texto: PAULO MARTINS in "JN"
Foto
: Bruno Simões Castanheira

O Governo prepara-se para propor uma revisão da lei da tutela administrativa que impeça a recandidatura de autarcas condenados em tribunal.




Governo quer travar autarcas sob suspeita
José Junqueiro, Sec. de Estado da Admin. Local

Em entrevista ao JN, o secretário de Estado da Administração Local assegura que se trata de "reforçar o prestígio dos autarcas". José Junqueiro dá conta dos próximos passos na simplificação administrativa dos municípios e pronuncia-se sobre as novas competências que podem vir a assumir.


Na anterior legislatura, o Governo chegou a anunciar a intenção de no quadro de uma reorganização do território eventualmente extinguir freguesias. Continua nos planos ou é demasiado sensível em situação de maioria relativa?

É um problema que se colocará quando constituirmos as regiões. Devemos caminhar primeiro para a constituição das regiões e, depois, deixar que as regiões desempenhem esse papel. Neste momento, queremos actuar noutra frente, que nem sempre é compreendida pelos autarcas.

Qual é essa prioridade?

A Inspecção-Geral da Administração do Território registou em 2009 pouco mais de metade das participações de 2008. Isso significa que o movimento de simplificação administrativa e as plataformas informáticas fizeram com que a administração local reforçasse a transparência. Vamos apresentar uma nova lei da tutela administrativa que visa também reforçar o prestígio dos autarcas.

Que alterações estão previstas?

São alterações relativas às questões da inelegibilidade. Alguém condenado em tribunal não poderá recandidatar-se nem na eleição intercalar, nem na seguinte.

A impossibilidade de recandidatura só se aplicará em caso de condenação?

Sim, mas os pronunciados definitivamente por crime doloso, cuja pena seja superior a três anos, serão objecto de suspensão de mandato. Estas alterações farão com que se subtraiam da vida política local alguns episódios que, por vezes, são utilizados para macular o poder local. Não queremos que isso aconteça, porque os autarcas dão o seu melhor, em todo o país...

Também se "subtraem" autarcas como Isaltino Morais. É disso que falamos, fundamentalmente...

Com a revisão da lei da tutela, situações como a dele nunca mais vão ocorrer. Entendemos que o poder local deve ser prestigiado, porque desempenha um papel fundamental. Por isso vamos separar as águas. Creio que os autarcas aderirão bem a estas propostas.

O PS vai voltar a propor executivos municipais homogéneos?

Vamos defender a mudança no modo de eleição dos órgãos autárquicos. Entendemos que é este o momento para que essa mudança se operacionalize. Creio que vamos encontrar bom ambiente na Assembleia da República para que a lei seja revista. A negociação entre partidos pode ser feita já em 2010, para termos uma lei autárquica que dê maior estabilidade e governabilidade aos executivos e, simultaneamente, maior poder de fiscalização às assembleias municipais.

Porquê maior estabilidade, se a maior parte das câmaras é governada em maioria absoluta?

Porque o escrutínio político é mais objectivo e genuíno se se souber que há sempre uma maioria constituída e mais fiscalização. O Governo vai seguir atentamente esse processo, que não vingou na última legislatura, mas temos esperança de que agora vingue.

Tem sinais de que o PSD pode alterar algo na proposta que então fez para a aproximar da do PS?

Tenho sinais de que o PSD tem vontade de fazer essa lei.

O primeiro-ministro prometeu no congresso da Associação de Municípios (ANMP) uma "nova agenda de descentralização", classificada como a maior operação de sempre de transferência de competências. O que há novo? Esse foi o discurso da anterior legislatura e quase só se avançou na Educação.

Estamos a trabalhar já nas cartas sociais municipais, que prevêem para o equipamento social o que ocorreu na Educação. Trata-se de dar capacidade aos municípios de nos seus territórios traçarem prioridades a anos de distância.

Falamos de planeamento ou também de gestão?

Nesta fase, de planeamento de equipamentos. Também na Saúde a ministra já deu exemplos de competências a transferir. Estamos a contactar os ministérios para perceber que outras podemos passar. A Cultura indica a gestão de alguns museus. A Secretaria de Estado da Igualdade quer criar junto dos municípios a figura do conselheiro, que faça o interface com vários organismos, qualificando a democracia. Na área da indústria e desenvolvimento, estamos a estabelecer uma parceria com a Secretaria de Estado. A AICEP irá, em conjunto connosco, falar com empresários para, por exemplo nas comunidades intermunicipais, perceber as potencialidades, aconselhar procedimentos, informar sobre linhas de financiamento.

É quase tarefa de assessoria, não transferência de competências...

É uma partilha, uma parceria com as autarquias para a dinamização e valorização dos territórios.

Que balanço faz do processo de transferências na Educação?

É positivo. A dinâmica do programa de requalificação do parque escolar e construção de centros escolares dá ao país grande capacidade de realização. Os parceiros fundamentais são as autarquias.

Os autarcas queixam-se com frequência de que nem sempre as novas competências são acompanhadas de meios financeiros. Como responde a essa crítica?

Procuramos sempre transferir envelopes financeiros que acompanhem as competências. O que significa a partilha equilibrada entre a acção da administração central e a acção da administração local. As transferências são negociadas com a ANMP e, como é óbvio, os aspectos financeiros são acautelados. Não queremos que esse assunto perturbe o movimento descentralizador. Importante é identificar o tipo de transferências que melhor funcione.

Que novas metas estão traçadas no domínio da simplificação administrativa?

Aí, temos boas novidades. Vamos aprovar em Conselho de Ministros Regime Jurídico da Urbanização e Edificação, que aprofunda a simplificação administrativa. As comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR) ficam com papel coordenador, dando ao utente que, por exemplo, pede um licenciamento uma resposta única, vindas das várias instituições. Se não houver acordo, podem convocar uma conferência decisória para ultrapassar o problema e dar resposta.

As CCDR ficarão com prazos determinados para dar resposta?

Sim. E neste campo da simplificação há também as isenções, que aumentam. As pessoas ficam dispensadas de licença para pequenas obras, como telheiros, muros e alterações no interior de habitações. E acabamos com as vistorias, em alguns casos, como na electricidade. O técnico faz a instalação, devidamente credenciado e com termo de responsabilidade, e já não é necessária a intervenção de outro técnico.

O portal autárquico é instrumento importante na simplificação...

Já aderiram ao portal 80% dos municípios, o que permitiu desmaterializar mais de dois mil processos, tornando-os mais rápidos. Há respostas dadas em quatro dias. Numa segunda fase, faremos pedagogia junto das autarquias para aceitarem a desmaterialização por parte do cidadão na entrega de documentos e no acompanhamento, via portal, do andamento de processos. A maior novidade será introduzida em Janeiro: permitir aos presidentes de Câmara o acesso, com password específica, a todo o sistema financeiro da sua autarquia. Simplificação administrativa e modernização tecnológica, combinadas, dão mais celeridade, acessibilidade e transparência e menos burocracia.

"Regiões exigem consenso nacional"

O processo de adequação dos serviços desconcentrados do Estado à cinco regiões-plano já está concluído?

Ainda há algum caminho a percorrer, mas isso não depende só desta Secretaria de Estado. A intenção é prosseguir uma desconcentração polinucleada. No Centro, por exemplo, a Direcção Regional das Florestas está em Viseu e a da Agricultura em Coimbra.

O PS sempre defendeu que o passo seguinte seria a regionalização. Mas o referendo não consta do programa do Governo...

A regionalização está assumida pelo Governo. Deve fazer-se com responsabilidade, porque não podemos falhar uma segunda vez. É preciso trabalhar para um grande consenso nacional. Há partidos que ainda não se definiram. O PSD está dividido.

Não deve, então, fazer-se um novo referendo?

A questão do referendo está na ordem constitucional. Na próxima revisão ordinária...

Que será nesta legislatura.

... Haverá discussão sobre essa matéria. O PS defende um referendo, mas o importante é lançar um debate político que consensualize a regionalização. Esperemos que depois da normalização interna do PSD surja uma ideia definitiva. Não podemos ter o dr. Luís Filipe Menezes a dizer que quer, o presidente da ANMP a dizer que quer, mas outra parte do PSD a dizer que não quer.

A eleição dos órgãos das áreas metropolitanas não está nos planos do Governo...

É matéria que queremos discutir. Os progressos devem ser feitos caminhando juntos. Dialogando com os autarcas e os seus representantes, ANMP e Anafre, superaremos dificuldades. Mas temos outras prioridades. Queremos lançar o desafio de fazer um livro branco sobre o sector empresarial local, com a ANMP e universidades. Com a ideia de que é fundamental para a dinâmica dos territórios e deve ser ainda mais um factor de competitividade.

Trata-se de fazer a avaliação das vantagens e desvantagens?

Um livro branco dará a conhecer todas as virtudes que hoje sector tem e também todas as mudanças que devemos fazer, permitindo traçar uma linha estratégica para o médio e longo prazos.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Nogueira Pinto Vs Ricardo Gonçalves


Ai tão fofos que eles são.... (Falsos!!!)


A primeira audição da Comissão Parlamentar de Saúde ficou hoje marcada por uma troca de ofensas entre a deputada social-democrata Maria José Nogueira Pinto e o deputado socialista Ricardo Gonçalves..


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À MARGEM
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Eu propunha que se mudassem os nomes destas Comissões, em vez de Comissões Parlamentares, deveriam ser apelidadas de Comissões PARA LAMENTAR.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Carlos Olavo & Nelson Mota apresentam: PALATO - Wine House

O Grupo Noite Biba em parceria com o restaurante Casa Arouquesa, anauguraram hoje, dia 11 de Dezembro de 2009, um novo espaço localizado na Praça D. Duarte, Viseu, de seu nome PALATO – Wine House.


Carlos Olavo (Grupo Noite Biba) e Nelson Mota (Casa Arouquesa) uniram-se para criar um espaço diferente, de requinte e charme, onde os anfitriãos da casa são os melhores vinhos e petiscos tradicionais da nossa região.

Foram inúmeros os VIP's que marcaram presença na abertura do PALATO - Wine house, um espaço que certamente se vai tornar de passagem obrigatória para os mais exigentes, e o seu novo conceito vai enriquecer ainda mais a Zona Histórica da Sé de Viseu.

O MiV felicita-os acrescentando que "boas ideias, boas parcerias, bons vinhos e bons petiscos, só podem trazer um Bom Sucesso"


PALATO - Wine House abre portas


















"Samarreiro" dos Vinhos

Acusado de fraude fiscal de dois milhões

por AMADEU ARAÚJO in "DN"

Acusado de fraude fiscal de dois milhões

Alfredo Cruz, proprietário da maior empresa nacional de venda de vinhos a granel - Cruz e Companhia -, começa hoje a ser julgado no Tribunal de Viseu com mais dois arguidos. Duas das sociedades de Alfredo Cruz também respondem judicialmente. Associação criminosa, fraude fiscal e introdução fraudulenta no consumo de bebidas alcoólicas são as acusações.

Na região onde enriqueceu não há uma voz que o condene, antes pelo contrário. Para a maioria dos habitantes de Lageosa do Dão, uma vila que cresceu na sombra da Cruz e Companhia, Alfredo Samarreiro "é um homem bom". É que, ao contrário da maioria das adegas cooperativas, "o Samarreiro sempre pagou a tempo e horas".

Em 2008, o empresário, apontado como um dos maiores negociadores de vinho a granel e o maior exportador nacional, foi apanhado pelas autoridades que investigavam uma rede de combate à fraude com bebidas alcoólicas.

Alfredo Cruz é ainda suspeito de usar a facturação de empresas inactivas para deduzir IVA e obter reembolsos do Estado que terão ultrapassado os dois milhões de euros. Na operação foram ainda apreendidos 500 mil litros de vinho, 34 mil euros em notas, duas viaturas e duas armas de fogo.

Esta já não é a primeira vez que Alfredo Cruz cai nos meandros da lei. Em 2004 foi condenado pelo Tribunal do Bombarral a um ano e meio de prisão por ter adulterado 25 milhões de litros de vinho. O tribunal considerou provada "a adição de água e outros produtos contendo álcool de origem não vínica" ao vinho que o empresário tinha na empresa.

A empresa Cruz & Companhia, propriedade de Alfredo Cruz, é o maior operador europeu de mosto concentrado e o maior vendedor nacional de vinho a granel. A empresa controla um grupo de sociedades ligadas ao negócio do vinho que opera em África, Espanha, França, Itália e Portugal.

Na acusação, são arguidos Alfredo Cruz, José Pereira da Cruz e António Pereira da Cruz, além das sociedades Cruz e Companhia e a Vinícola da Beira.

O lendário empresário nasceu no Corujeiro, uma pequena aldeia da freguesia de Lajeosa do Dão. A escola nova - a antiga foi ocupada com os escritórios da empresa - e os bombeiros têm recebido a solidariedade de Alfredo Cruz, nesta terra onde "a algibeira compõe-se com as uvas que o Samarreiro paga a tempo e horas", conta Nelson Santos.

Aos 78 anos, Alfredo Cruz tem um império de várias empresas vinícolas com um total e 300 funcionários.

Em 2008 esteve em prisão domiciliária, mas o tribunal alterou a medida de coacção para termo de identidade e residência.

MAIS 151 CAMAS NO DISTRITO

PARA IDOSOS E PESSOAS

EM SITUAÇÃO DE DEPENDÊNCIA

O Ministério da Saúde através da Administração Regional de Saúde –Centro, divulgou os resultados das candidaturas tecnicamente válidas ao Programa Modelar- 2ª Fase, construção e equipamentos para cuidados continuados de saúde e de apoio social a pessoas em situação de dependência.

Reforça-se a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, passando o Distrito de Viseu a disponibilizar, em futuro próximo, de mais 151 camas previstas, em unidades de cuidados continuados de média e longa duração, de reabilitação e manutenção, o que corresponde a investimento público no valor de € 3.716.011.

Com estes novos equipamentos, agora apoiados, e com os que estão em construção, o Distrito de Viseu passará a dispor de 467 camas de média e longa duração, distribuídas pelos Concelhos de Mortágua, Resende, Nelas (Santar), Santa Comba Dão, Oliveira de Frades, Vouzela, Viseu, Tarouca, Mangualde, Vila Nova de Paiva, Penalva do Castelo, Sernancelhe e Cinfães.

Em simultâneo foram igualmente aprovadas candidaturas só para equipamento, pelo que serão apetrechados com modernos equipamentos as unidades de cuidados continuados geridas pelas Santa Casa da Misericórdia de Vouzela, Mortágua e Santar, o que corresponde a um investimento público de € 118.608,25.

No momento em que se anunciam mais cinco unidades de cuidados continuados para o Distrito, reafirmamos a importância da rede de cuidados continuados, como pilar fundamental no reforço das políticas sociais para as pessoas idosas e com dependência, prevenindo e combatendo a exclusão de muitos cidadãos que, devido à sua situação física se vêm isolados e muitas vezes em situação de perda de autonomia.

O Governo tem desenvolvido um conjunto de políticas sociais que têm reforçado a protecção social no Distrito de Viseu, para a população que mais precisa. O combate à pobreza das crianças e dos idosos, através de medidas que assegurem os seus direitos básicos de cidadania, são prioridade política cuja prossecução se assegura, por exemplo, através do Complemento Solidário para Idosos, do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES) e da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.

Esta é a marca do Governo que sabe que o País precisa e precisará sempre, de um forte, eficiente e justo Estado Social.

Finalmente, com este anúncio o Distrito terá vários benefícios. Primeiro, mais idosos e dependentes apoiados, com melhores cuidados de saúde. Segundo, as instituições de solidariedade social e as misericórdias mais apoiadas pelo Estado, na sua acção social. Terceiro, mais investimento e mais emprego, em vários pontos do Distrito. Quarto, em resultado do reforço da capacidade da rede, novos postos de trabalho nas áreas de enfermagem, fisioterapia e apoio social.


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CUIDADOS CONTINUADOS EM VISEU

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O Concelho de Viseu verá reforçada a sua rede social com quatro novas unidades de cuidados continuados integrados.

Foram consideradas tecnicamente válidas e por consequência aprovadas quatro candidaturas ao Programa Modelar – 2ª Fase, de instituições particulares de solidariedade social do Concelho que, em boa hora perceberam que a complementaridade da acção social com a saúde significa novos desafios para os projectos sociais que, hoje desenvolvem.

Estas novas unidades, com 123 camas previstas de média duração e reabilitação e de longa duração e manutenção, correspondem a um investimento público de cerca de 3 milhões de euros no Concelho e permitirão melhores cuidados de saúde para os mais idosos e para as pessoas que vivem em situação de dependência.

Com estas novas quatro unidades, a construir nas Freguesias do Campo, Farminhão, Rio de Loba e Torredeita, o Concelho de Viseu estrutura a sua rede de cuidados continuados integrados, possibilitando à Equipa de Gestão de Altas do Hospital de São Teotónio ou à Equipa Coordenadora Local mais camas para os seus doentes ou para pessoas em situação de dependência a necessitarem de cuidados continuados de saúde e de apoio social.

É pois uma boa notícia para Viseu e representa o contributo do Governo para melhorar o bem estar e a qualidade de vida dos viseenses, particularmente dos que mais necessitam.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Porto... Pousada Palácio do Freixo

Mudar de ares faz bem, areja as ideias e permite encontrar novos lugares, espaços e pessoas...
Os ventos levaram-me até ao Porto, mais concretamente à Pousada do Palácio do Freixo, a mais recente unidade hoteleira do Grupo Pestana.


A pousada, com localização privilegiada à margem do Douro, abriu a 2 de Outubro e está classificada como histórica e implantada num monumento estilo barroco do séc. XVIII da autoria de Nasoni, arquitecto italiano da época e no edifício da antiga fábrica de moagem.

Desde que foi mandado erigir pelo Deão da Sé do Porto, este palácio serviu de residência particular, passou a ser uma fábrica de moagem em meados do século XX e mais recentemente foi adquirido pelo Estado para a criação de um centro de formação. Agora, com o interior renovado e a fachada histórica preservada, recebe-nos como um surpreendente hotel de charme.
As fotos não são lá grande coisa, forma tiradas com o telemóvel, da varanda do piso do bar.
A paisagem é lindíssima, e o Palácio do Freixo um espanto!



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Palácio do Freixo
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“Este é um projecto especial para Grupo Pestana pelo facto de ser a maior Pousada de sempre, dando continuidade ao plano de expansão das Pousadas de Portugal. Por outro lado, é um marco histórico no novo conceito das Pousadas de Portugal, pela sua dimensão e por todo o conforto e utilidades que oferece. Estamos certos de que a Pousada do Porto em muito contribuirá para o aumento do turismo na cidade do Porto”, realça Castelão Costa, Presidente do Grupo Pestana Pousadas. Enquadrada na nova geração de Pousadas definida pelo Grupo Pestana Pousadas, a Pousada do Porto apresenta 87 quartos, restaurante com gastronomia requintada e variada, espaço exterior e cinco salas para reuniões e eventos, bar e coffee-shop, piscina exterior com um vista ímpar sobre o Rio Douro e um SPA com piscina interior, sauna e banho turco. Dos 87 quartos, com áreas que vão desde os 26 m2 até aos 70 m2, 10 são suites com uma espantosa varanda virada para o Rio Douro em três delas, quatro são comunicantes e um encontra-se capacitado para deficientes motores. Todos os quartos estão equipados com ar condicionado, televisão, tv cabo, mini bar, secador de cabelo, cofre, Internet wireless e 220 volts.

A Pousada do Porto preserva toda a fachada dos seus edifícios, qualificados como Património Nacional, em 1910. Mantendo a estrutura de um exemplar de arquitectura industrial do passado, o contraste com a modernidade dos quartos e a vista privilegiada do Douro são alguns dos elementos convidativos para que aqui possam ser construídas e vividas novas histórias.
O Palácio do Freixo e a antiga Fábrica de Moagens Harmonia são agora palco de requinte e conforto. No Palácio estão localizadas as áreas comuns e restaurante da Pousada e, a antiga Fábrica, é destinada à zona de quartos e suites, spa, piscina interior e espaços com vista para o Douro projectados para reuniões e eventos.
Se vai visitar a cidade do Porto, aproveite para descobrir a zona ribeirinha, passear pelo parque da cidade, apreciar as exposições da Fundação Serralves e os concertos da Casa da Música, e reservar uma estadia diferente no ambiente requintado da Pousada Palácio do Freixo.

Mais informações AQUI

a moda está em queda.... ou a queda é moda...

é um "entra e sai" na DREC

Directora regional sai ao fim de uma semana de serviço

por AMADEU ARAÚJO in "DN"

A Directora regional de educação do Centro, Beatriz Proença, iniciou funções no passado dia 2 de Dezembro e cessou-as ontem, depois de divergências com o Ministério da Educação (ME) em torno da nomeação dos seus adjuntos.

Em causa estará a imposição de dois adjuntos que a nova directora recusou. Mas ainda ontem, em comunicado, o Ministério da Educação, garantiu que Beatriz Proença nunca chegou a ser nomeada directora regional da educação do Centro (DREC), por ter sido detectada uma incompatibilidade". Isto alegadamente devido ao facto de Beatriz Proença ter desempenhado as funções de delegada regional do Centro da Inspecção-Geral de Educação. A responsável esteve colocada neste organismo nos últimos 20 anos.

Mas para Francisco Almeida, da Fenprof (Federação Nacional de Professores), o argumento usado pelo Ministério da Educação é "uma desculpa mal amanhada", já que o actual secretário de Estado da Educação, Alexandre Ventura, tem a mesma incompatibilidade, uma vez que também ele trabalhou em tempos na Inspecção-Geral de Educação.

Por outro lado, fonte ligada ao processo referiu ao DN que ao contrário do que alegou ontem o gabinete de comunicação do Ministério, a directora demissionária chegou a ocupar o seu gabinete na direcção regional e esteve mesmo reunida com colaboradores.

Além disso, ontem ainda era visível uma mensagem de apresentação de Beatriz Proença no site da direcção regional de educação do Centro.

Na mensagem online de boas vindas, a agora ex-directora saudava "todos os intervenientes no processo educativo" e prometia ainda tudo fazer para contribuir para a "melhoria dos resultados escolares e a erradicação do abandono" na região.

Beatriz Proença, que sucedeu na DREC a Engrácia Castro, sai do cargo que ocupou durante uma semana por causa de divergências com o Ministério da Educação em torno da constituição da nova equipa, que já estaria escolhida ", disse ao DN fonte ligada do processo.

Os nomes dos dois adjuntos, Helena Libório ( que já ocupava semelhante cargo na direcção regional de educação do Centro) e de Alcídio Faustino (que já foi o coordenador educativo distrital), "não terão sido aceites por Beatriz Proença que queria ter liberdade para escolher a sua equipa , sem critérios políticos", garante a mesma fonte. "