quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Heresias consentidas - paneleirices


A pedido de várias famílias, amigos, gayzolas, simpatizantes da homossexualidade, e outros que nem gostam de 'paneleiragens', reproduzimos aqui o artigo publicado no Jornal Made in Viseu, edic. 7, de 16 de Novembro de 2009
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A autoria é de herculano da costa.


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paneleirices

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O Partido Socialista, que saiu vitorioso das recentes eleições legislativas, retomou a ideia do casamento entre homossexuais. Acho bem. Acho bem que a paneleiragem tenha os seus direitos, como todos os outros têm, e possam livremente dar o que quiserem e a quem quiserem – desde que não dêem o meu, é claro. No entanto, pessoalmente, eu acho muito estranho que o partido liderado por José Sócrates se importe tanto com o matrimónio gay e nada diga sobre o respectivo divórcio. Sobressalta-me imenso imaginar que um qualquer rabeta tenha de aturar, contra a vontade e para o resto da vida, outro qualquer rabeta, apenas porque o PS olvidou a necessária legislação sobre o assunto. O direito das bicholas andarem por aí a dar o pacote uns aos outros, e da legalização desse direito perante a sociedade, não pode servir de justificação ao Governo para obrigar alguém a manter uma união indesejada, para obrigar uma pobre bicha a continuar agachada por entre coxas que já deixou de curtir.

Se o casamento é fundamental para os gays, e é próprio das civilizações modernas e democráticas, o divórcio também o é. Até porque ninguém pode conhecer as delícias do divórcio se não houver casamento.

Em Paris, por exemplo, valorizam-se justamente as delícias do divórcio, fazem-se festas sumptuosas a propósito, e não é por acaso que acabaram de se abrir ali as portas do 1º Salão de Divórcio e Viuvez. Os franceses reconhecem o valor e o alto simbolismo da ‘desunião de facto’, até porque, segundo as estatísticas mais recentes, há registo de 134 mil divórcios/ano. Portanto, se formos a ver bem as coisas, o casamento só se justifica porque as pessoas querem celebrar o divórcio!

Recordemos o que se passou com aquela gaja DJ, a Solange, que vivia com outra gaja uma relação ‘de sonho’ e que de repente aparece grávida sabe-se lá de quem… E agora? E se estivessem casadas? A namorada tinha de aturar o filho que a outra foi fazer ao Algarve entre uns ‘shots’ e umas caipirinhas?!

Teoriza-se muito sobre a questão do alarilamento em Portugal, mas os nossos políticos parecem esquecer-se de que os portugueses sempre foram de ‘boa boca’, comem tudo e de tudo – desde tremoços a costeletas de crocodilo, desde caracóis a baleias - e não conseguem purificar o ADN herdado das ancestrais civilizações canibalescas.

Comer ou não comer, nunca foi, para o portuga, dilema shakespeariano.

O PSD anda dividido e não só pela eterna questão da liderança. Agora também não sabe o que há-de fazer ao problema do casamento gay. Dizem os jornais que há quem defenda um referendo em toda e qualquer circunstância e há quem admita que, no caso de se excluir a questão da adopção, pode avançar-se com o projecto-lei para consagrar a união civil registada.

Está tudo muito bem, mas o meu receio é a ideia, algo generalizada, de que quando se começa a questionar muito algum assunto já para lá se caminha e preocupa-me que alguns desses políticos acabem por ficar, também eles, uns panholas armados em metrossexuais, tipo melros chorões e de bico curto.

Mais importante, seria, por exemplo, que o Governo se deixasse de paneleirices e pensasse em legislar no sentido de se controlarem os custos no acesso à prostituição para gajos carenciados e de poucos recursos. Esta ideia dos custos controlados iria, no curto prazo, regulamentar e até moralizar o mercado do putedo, abriria de imediato novas oportunidades e, consequentemente, contribuiria significativamente para a estabilização de um sector que se debate com uma enorme crise de há umas décadas para cá.

O equilíbrio financeiro desta medida, que passaria também pela concessão de subsídios mensais – medida mais justa e ajustada que a do Rendimento Mínimo ou de Reinserção Social - podia ir-se buscar às receitas da prostituição média-alta, tipo Carolina Salgado ou aos travestis que foram apanhados na cama com o Cristiano Ronaldo.

As preocupações de José Sócrates e do seu Governo face aos casamentos gay não me parecem ser tão importantes como esta minha ideia do subsídio aos gajos carenciados que querem e não podem ir às putas, sendo obrigados a andar pelos cafés a emborcar ‘mines’, a causar desacatos e a chatear toda a gente, polícia incluída, como ainda recentemente aconteceu ali no ‘Água Benta’, tarde de noite, em que uma gaja bebeu até cair em coma, de figura triste e descomposta (‘tá bem que era uma gaja, mas as gajas também têm o direito de sofrer com a falta daquilo que mais falta lhes faz, ou não?!).

Voltando aos gayzolas, acabo de saber que a ILGA decidiu distinguir o Ricardo Araújo Pereira (Gato Fedorento) «por contribuir para uma democracia mais aberta». Fico sempre de pé atrás quando esta malta fala de ‘aberturas’ pois nunca tenho a certeza ao que se referem. Conheço alguns gajos que começaram por argumentar que não há mal nenhum em dar o cú por um amigo – e eu a pensar que isto era figurativo - e passado pouco tempo já andavam a dá-lo até pelos inimigos. Literalmente e sem travões.

Não posso deixar de reflectir na acutilância do que o povo diz: quem gosta de pilas são os rabetas! as mulheres do que gostam é de dinheiro e cartões de crédito, e de preferência dourados.

Para mim, os cartões de crédito são como meus filhos: não os divido com ninguém e sei que tenho o dever sagrado de os alimentar e mimar todos os dias, nem que para isso tenha de ir pedir emprego ao sucateiro Manuel Godinho ou ao igualmente sucateiro Armando Vara.

Quando o tema é gajas, estou como dizem os brasileiros: «se não é para me fazer voar alto, nem tire meu pé do chão».

Ainda na linha do sensato e esclarecido raciocínio popular, as mulheres existem para um gajo as levar para a cama e lhes pôr as calças em cima; não existem para serem compreendidas. Aliás, elas próprias reclamam: ‘ama-me… não me queiras entender’. E para bom entendedor, já se sabe que o ‘ama-me’ surge aqui no sentido do ‘salta-me p’rá espinha’, porque nenhuma gaja às direitas quer um gajo que a ame e que não lhe afiambre os buracos meia-dúzia de vezes por dia.

“Famosas portuguesas despem-se por pouco dinheiro”, diz o CM de Domingo passado. Fico pasmado: então mas isso é notícia de capa? Isso é novidade para alguém? Toda a gente sabe que elas o que querem é tirar a roupa e tirar-nos do sério e fazem isso de borla (as que não são famosas fazem-no igualmente). Fazem-no de dia, de noite e à hora do meio-dia, continuadamente no tempo, e não por prazer ou luxúria mas por maldade premeditada. O pior é que depois de despidas custam muito a manter e isso é que já seria tema de notícia a desenvolver, pois a esmagadora maioria dos divórcios tem mais a ver com impossibilidades económico-financeiras do que falta de amor.

É muito difícil, hoje em dia, com a crise que se instalou em Portugal, manter uma gaja ao nosso lado. Sobretudo se ela for do género de andar em Institutos de Beleza até ficar com a cara tipo pele-de-cona-de-andorinha pintada de vermelho-puta ou se já trouxer melamonas nas mamas e precisar de andar nos hospitais dia-sim-dia-não, mais pelos apalpanços dos médicos que pela doença em si mesma.

E se é verdade que «bonito, bonito, são os tomates a bater no pito», também é verdade que «vergonha é ter mulher e não ter em quem se ponha».

As mulheres são assim tipo canoa: precisamos dela para atravessar o rio, mas é impensável que alguém seja suficientemente estúpido para continuar a carregar com a canoa às costas depois de atingir a outra margem. Sabemos que vivem na convicção de que precisamos delas e penso que um gajo não deve contar-lhes a verdade. Não devemos dizer-lhes que após a travessia do rio o que a gente quer é não voltar a ver a canoa delas durante um período de tempo, género ‘quaresma’.

Dar uma caibrada numa gaja, para um gajo, passa-se assim ao nível do sublimar de um sentido ingente de propriedade, momentâneo, fugaz e sem aquela parte chata da escritura notarial.

Depois, há aquelas que se armam em finas, não tiram as botas no primeiro encontro e ficam à espera que o gajo ligue no dia seguinte.

- Ligas amanhã?

- Claro! Eu amanhã ligo-te.

E um gajo nunca mais liga, claro! E ela que até foi ao cabeleireiro, que até comprou umas cuecas novas, que fez a depilação e tirou as peles secas dos calcanhares, fica agarrada ao telemóvel que não dá sinal de vida.

É dos livros que «A vida é o que acontece enquanto fazemos outros planos». E é mais que sabido que enquanto algumas xoxas fazem planos, os gajos montam-se em cima de todas as gajas que aparecem pelo caminho e que aparentemente nada mais têm na cabeça do que a vontade de abrir o espírito e o mais que lhe fica à volta. Assim, a ‘Moral’ a retirar só pode ser esta: no primeiro encontro não te armes em cão com pulgas e dá! Mas dá mesmo e com gana, porque se o gajo não te telefonar, o que é o mais certo, pelo menos tu deste uma caibrada bem dada, tiraste da fome as aberturas e vais-te sentir bem contigo própria por uma semanita ou assim. E, pelo menos, mais que não seja, já tens assunto para as cuscas das tuas colegas se roerem de inveja lá na escola ou no shoping onde trabalhas.

4 comentários:

Conde MT disse...

Caro Luis Costa, fiquei extremamente agradado por ter colocado o artigo aqui em post. Já estava sem palavras e continuo, pelo menos fiquei a rir.

Made in Viseu disse...

Amigo Conde, O Luís Costa é um colaborador do Made in Viseu, e que em muito nos orgulha a sua pertença ao MiV. Porém, o blog é da minha única e exclusiva responsabilidade.
De qualquer modo agradeço as suas gentis palavras, mesmo aquelas que lhe faltaram!.

Cláudia Sofia

Anónimo disse...

De facto o Herculano continua a ser o mesmo de sempre.
Sinceramente fiquei admirado com o teor das críticas por ele produzidas. Penso que deveria ter um pouco mais de tino, pois que no final se fica com a ideia de que quem escreve é uma pessoa com grande frustação por algo que não lhe correu bem na vida.
Lembra-me do Herculano quando começou com as escritas. Já nessa altura ele tinha grande complexo de inferioridade dada a sua baixa estatura. Já naquele tempo ele usava sapatos com saltos muito altos de forma a aumentar a estatura que já ña altura não tinha.
Agora aparece de cabelo pintado de loiro.
Sinceramente não sei onde estão as paneleirices.

Anónimo disse...

De fato o problema do sr.Herculano deve ser mesmo um enorme complexo de inferioridade...por isso se dispara em todas as direções...por vezes é injusto e prejudica as pessoas ...já aconteceu comigo. criticar, mas ter certeza dos fatos é a base de uma escrita séria(mas não deve ser isso que ele pretende, pois não deve querer ser levado a sério)...